Butão: uma viagem com destino à felicidade?

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Como jornalista e blogueiro de viagens, frequentemente, sou convidado para palestras e outros eventos envolvendo destinos turísticos. Recentemente, um desses convites foi para assistir a uma apresentação sobre o Butão. Visitar a Ásia sempre esteve nos meus planos. Há tempos, ensaio uma viagem pra lá – um dia dará certo, tenho fé! No entanto, nunca havia me passado pela cabeça ir bater em um país tão pequeno e distante, de acesso bem difícil, inclusive.

O Butão fica encravado bem no meio da Cordilheira do Himalaia, entre dois gigantes: ao norte, está a China e, ao sul, a Índia. Além disso, não tem nada a ver com badalação turística que hora vivem Tailândia, Myanmar e afins. Porém, o que vi e escutei nessa palestra me deixou com uma vontade imensa de conhecê-lo!

Sabe por quê? Lembra daquela imagem que vêm às nossas mentes quando falamos sobre um conto de fadas? Pareceu-me que as paisagens e a vida no Butão não estão longe desse imaginário. Para começar, trata-se de um reino de verdade e, para minha surpresa, é apontado como o “país da felicidade”.

Ali, diferentemente de outras nações, a “alegria do povo” é uma prioridade maior do que o crescimento econômico. Uma prioridade oficial, diga-se de passagem: existe até um “ministro da felicidade”!

Não é à toa que este país investe tanto em nome do bem-estar social, instituindo, segundo eu pesquisei, um novo elemento na economia: a Felicidade Interna Bruta.

Mas não pense que o Butão é em um lugar cheio de luxos. Ao contrário. De acordo com o que nos foi mostrado, o país é simples, cercado de muita natureza, onde prevalece a vida no campo e as cidades são pequenas e pacatas. Contudo, o cenário parece belo, com rios de água cristalina, florestas coloridas e fauna com direito a tigres, elefantes e pandas.

Não é à toa que o Butão chega a ser chamado de o “último éden” ou “Shangri-lá da vida real”, em uma referência ao paraíso inventado pelo romancista inglês James Hilton em seu livro Horizonte Perdido (1933). Um paraíso que, assim como o Butão, coincidentemente fica no Himalaia.

Então, não é difícil achar que nesse reino tão distante tudo termine como em um contos de fadas: “E viveram felizes para sempre”! Pelo sim pelo não, bate ou não bate aquela curiosidade em conhecê-lo?

E à medida que a apresentação seguia, a impressão que eu tinha era de que estavam me levando a um mundo de faz de conta. Mas não. O que se vê no Butão parece bem real! As fotos, os vídeos e os depoimentos de quem já foi e estava ali presente corroboravam meu sentimento.

Aliás, mesmo sem eu jamais ter colocado meus pés por lá, ter escutado seus sons e sentido seus aromas, sabores e vivenciado a tão falada alegria do seu povo, tudo aquilo me passou uma paz interior sem igual.

O que ver e fazer no Butão

Ao todo, apenas 700 mil pessoas vivem no Butão. Sua capital é Thimphu e seu território não difere muito em tamanho se comparado ao nosso Estado do Rio de janeiro.

Além da capital, onde estão a Biblioteca Nacional e o Buddha Point – com a maior estátua de Buda do país com vista para um lindo vale -, as principais atrações turísticas do Butão situam-se na cidade de Punakha, como o Dzong (templo), e em Paro, com o Tiger Nest (Ninho do Tigre), outro templo que leva este nome por ter sido construído no paredão de uma montanha elevadíssima, cujo acesso se dá por meio de uma longa subida e caminhada.

Butão uma viagem com destino à felicidade

A figura dos monges é uma constante no Reino do Butão Foto: Casablanca Turismo/ Divulgação

O Tiger Nest (Ninho do Tigre),templo construído em Paro Foto: Casablanca Turismo/Divulgação

E há apenas 60 anos é que o Butão começou a ter contato com o resto do mundo, abrindo-se ao turismo somente em 1980 e ainda assim controlando o número de visitantes que recebe todos os anos.

Tudo para não perturbar a paz de seus cidadãos e ajudar a preservar a harmonia e suas tradições. A TV, por exemplo, só chegou por lá há a cerca de 10 anos.

Outro dado interessante que escutei na palestra é sobre a qualidade e o sabor da comida. Aliás, este país proíbe o uso de agrotóxicos.

E para quem gosta de aventura, trilhas e caminhadas não faltam e o arco e flecha é o esporte nacional. Tudo no mínimo curioso, né?

Assim me foi apresentado o Reino do Butão. Um lugar inspirador e que realmente me deixou tentado a visitá-lo. Por isso, fica meu agradecimento à Casablanca Turismo, que gentilmente me convidou para essa introdução maravilhosa ao país.

Infelizmente, minha ida ao Butão ainda deverá demorar. Não é uma viagem barata, mas eu tenho certeza que valerá à pena!

Mas fica a dica: em outubro deste ano, a agência está levando um grupo pra lá. A viagem combina ainda uns dias na Índia e no Nepal. É só contatar a agência para mais informações, caso você se interesse.

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