Cinco dias em Malta: o que ver e fazer

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Conforme eu adiantei no post com dicas para planejar uma viagem a Malta, este país pode e vai lhe surpreender. Formado por cinco ilhas, com apenas três delas habitadas (Malta, que lhe dá nome, Gozo e Comino), ele reúne lindas paisagens, lugares históricos e muita cultura. Além, é claro, de um povo receptivo e rica gastronomia.

E se você ficou com vontade de conhecer Malta apenas com o que relatei por lá, prepare-se para saber o que ver e fazer em detalhes e ficar ainda mais animado com essa possibilidade. É isto que lhe mostro, agora, com o roteiro que fiz em cinco dias.

Se você leu Malta: dicas para planejar a sua viagem, pôde ver que o transporte público, no caso os ônibus, percorrem os principais pontos de interesse da ilha. Esta é, aliás, a opção mais em conta para circular, pois o bilhete (válido por duas horas) custa 1,5 euro no inverno e 2 euros nos meses de verão, e em até duas horas chega-se a muitos lugares. Fora que você pode optar pelo passe de sete dias a um valor fixo de 21 euros e viagens ilimitadas.

No entanto, pela primeira vez eu preferi usar os ônibus “hop-on hop-off”, aqueles do tipo panorâmico de dois andares, com um deck superior aberto, que percorrem as principais atrações turísticas de uma cidade. Deles, podemos descer e subir quantas vezes quisermos durante a validade do bilhete a fim de visitar com calma as atrações.

Embora possa parecer chato ficar rodando de um lado para o outro a bordo de um deles – afinal, eu sempre defendo que é caminhando que se conhece um lugar – no caso de Malta valeu à pena pela logística e economia de tempo. É que dado o tamanho do país, esse serviço é muito conveniente por lá, pois ele não circula por apenas uma cidade, mas por todas as cidades que tenham alguma atração para mostrar.

Veja só: excetuando Valleta, a capital, restrita a uma área de 600 metros de largura e um quilômetro de extensão, e as Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), logo ao lado, e que também são bem pequenas e mais parecem bairros uma da outra, o resto das atrações fica espalhado pela ilha principal (ou linhas vizinhas) e nem sempre dentro de uma cidade específica, o que você pode ver, abaixo, por meio do mapa que eu montei com os principais ponto de interesse pelos quais passei em minha visita ao país:

Mapa de Malta e principais atrações e cidades Arte: Blog Andarilho

Além disso, um mesmo transporte público não circula por uma sequência lógica de pontos turísticos. Dessa forma, poderá ser necessário retornar a Valleta e tomar uma linha diferente para chegar a outra atração e assim por diante, perdendo-se, com isso, muito tempo. E note-se: a maioria dos ônibus passa apenas de hora em hora. Confira um resumo dese serviço a seguir:

Resumo do serviço de ônibus (transporte público), servindo as principais atrações

De Valleta para:

  • Aeroporto – X4.
  • Terminal de Cruzeiros – 130
  • Forte St.Elmo e Ferry para Sliema – 133
  • St.Julians e Sliema – 13, 14, 16 e ainda 15 e 21 (apenas para Sliema)
  • Cirkewwa (de onde saem os ferries para Gozo e Comino)- 41 e 42
  • Mosta – 31, 41, 42, 44, 45, 47 e 48
  • Golden Bay e Riviera Bay – 44.
  • Ta’Qali e Rabat (acesso a Mdina) – 56
  • Rabat (Mdina) – 51, 52, 53 e 56
  • Buskett Gardens & Dingli Cliffs – 56
  • Marsaxlokk – 81, 85 e X86 (aos domingos)
  • Vitoriosa e as Três Cidades – 2, 3 e 4
  • Blue Grotto e Templos Hagar Qim – 74

De Sliema e St. Julians para:

  • Aeroporto – X2
  • Valletta – 13, 14, 16 e ainda 15 e 21 (apenas desde Sliema)
  • Cirkewwa (de onde saem os ferries para Gozo e Comino)- 222
  • Mosta and Naxxar – 202 e 203
  • Golden Bay e Riviera Bay- 225
  • Ta’qali and Rabat – 202

Consulte mais rotas e horários no site da Malta Public Transport.

Mas entenda: não estou querendo dizer que seja impossível ou que você não possa percorrer Malta dessa forma. Jamais! Aliás, só o que tem é quem o faça, inclusive era essa a minha intenção antes de ir. Porém, estou apenas relatando a minha experiência e o que achei mais conveniente quando cheguei lá.

Principalmente depois que vi que as duas companhias que operam o serviço de “hop-on hop-off” em Malta têm dois roteiros montadinhos, divididos em lado Norte e Sul da ilha, ambos passando por Valleta, onde há a troca de ônibus entre as rotas, o que é bastante conveniente. Ao todo, eu desembolsei 37 euros para fazer as duas. Concordo que não é barato, mas me pareceu um bom custo-benefício. Uma dica: devido à concorrência entre elas, vale pechinchar, principalmente se for baixa temporada. Saiba mais sobre o serviço em Malta: dicas para planejar a sua viagem.

E mais: esses dois roteiros abrangem muitas paradas. É claro que nem todos são de interesse comum, mas você seleciona os que lhe convém e dedica mais tempo visitando-os, utilizando o ônibus apenas para se deslocar entre as atrações, sem se preocupar com a logística.

Veja a seguir como dividi meus cinco dias por Malta e o que, em minha opinião, você não pode perder!

1º dia: Valleta, Mdina, Mosta e Golden Bay

Neste dia, uma quarta-feira, a bordo do ônibus que faz o lado Norte da ilha visitei as cidades de Valleta, Mdina e Mosta e ainda a Praia de Golden Bay, uma das mais badaladas de Malta para banho.

Como eu já adiantei, Valletta é por assim dizer uma cidade supercompacta, dessa forma, em poucas horas dá de sobra para ver tudo. A entrada principal é o City Gate (Portão da Cidade), onde desci do ônibus para começar a visita. Pelo lado de fora é de onde saem os ônibus públicos para todos os pontos da ilha.

Ao atravessar esse portão, damos de cara com a rua principal da cidade, a Triq Ir-Repubblika. Nela, encontramos a maioria das lojas, alguns restaurantes e também atrações como a Co-Catedral de São João (St. John’s Co-Cathedral), a Praça da República (Republic Square) e o Palácio dos Grandes Mestres (Palace of the Grand Masters).

Triq Ir-Repubblika: rua principal de Valleta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Praça da República, em Valleta Foto: Anchieta Dantas Jr.

A atração mais bacana é a Co-Catedral. Provavelmente, ela não vai chamar a sua atenção ao passar pela calçada. De fato, pela fachada não dá para ter noção de quão maravilhosa ela é por dentro. Assim, pare e não tenha pena de pagar os 10 euros cobrados para entrar.

Ela é uma das igrejas mais incríveis que eu já vi na vida. Uma explosão de dourado e muitos detalhes, como toda obra barroca que se preze ostenta, e que a impressão que se tem é que não daremos conta de ver tudo. Mas relaxe, valha-se do áudio-guia (disponível em maltês, inglês, italiano, francês, alemão e espanhol), incluso no ingresso, e entregue-se a tanto esplendor. Atenção especial ao piso e ao teto. Confira abaixo algumas imagens.

Fachada da Co-Catedral de São João em Valleta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Interior da Co-Catedral de São João em Valleta, Malta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Detalhe do altar principal da Co-Catedral de São João em Valleta, Malta Foto: Anchieta Dantas Jr.

A Co-catedral está aberta aos visitantes de segunda a sexta das 9h30 às 16h30 (última entrada às 16h), aos sábados das 9h30 às 12h30 (última entrada às 12h), sendo fechada aos domingos e em feriados públicos.

Da lá, caminhe até o fim da rua, já beirando o mar. Ali vai estar o Museu Nacional da Guerra (National War Museum), o qual não achei interessante entrar, o Upper Barraka Gardens (jardins muito bonitos), e o Forte de St. Elmo que, assim como a St. John’s Co-Cathedral, é um legado da época dos Cavaleiros da Ordem de São João, construído em 1552. (Para mais detalhes sobre a história de Malta leia Malta: dicas para planejar a sua viagem).

Os belíssimos jardins Upper-Barrakka em Valleta

Os racos do Fort de St Elmo em Valleta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Dali tem-se uma vista fenomenal para o Grande Porto (Grand Harbour), de onde avista-se ainda as Três Cidades: Vittoriosa, Cospicua e Senglea.

O visual de Malta do alto do Forte de St. Elmo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Vista desde o Forte St. Elmo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Vale ressaltar que a rua principal divide Valleta ao meio. De um lado está a área de Marsamxett, de onde sai o ferry para Sliema, e do outro a região do porto. Em ambos não faltam ruas, escadarias, subidas e descidas para você explorar e se encantar.

Após umas três horas passeando por Valleta, tomei de novo o ônibus “hop-on hop-off”, sem descer nas atrações pelo caminho, apenas escutando a explicação do áudio-guia, seguindo direto para a interessantíssima e imperdível Mdina, a antiga capital de Malta.

Portão Principal de Mdina Foto: Anchieta Dantas Jr.

Situada no centro da ilha, é toda murada, sendo também conhecida como “Cidade Silenciosa”, dada a tranquilidade do lugar. Foi construída no topo de um planalto, fornecendo vistas fabulosas dos campos, das vilas ao redor e também do Mar mediterrâneo.

Explorar suas ruas estreitas, igrejas, mosteiros e palácios dá impressão de que voltamos no tempo, à época da Idade Média. Como Medina também é bem pequena, duas horas foram suficientes para conhecê-la.

As ruas estreitas de Mdina Foto: Anchieta Dantas Jr.

Mdina é a antiga capital de Malta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Vista desde os muros de Mdina Foto: Anchieta Dantas Jr.

De Mdina, o ônibus segue para Rabat, cidade que abriga uma antiga vila romana e de onde, mais a oeste, se pode chegar aos penhascos Dingli (Dingli Cliffs) – o ponto mais alto de Malta. Depois, é a vez de passar por Ta’Qali, uma vila de artesanato. Porém, nenhum desses lugares me despertou o interesse em descer do ônibus para visitar, o que não quer dizer que você não deva fazê-lo, se assim desejar.

Já na parada seguinte, a cidade de Mosta, eu desci para conhecer mais uma das 365 igrejas do país. É uma dessas igrejas que, sem dúvida alguma, você também tem que visitar em Malta. Seu nome oficial é Santa Marija Assunta (Santa Maria Assunta, em português), mas também conhecida por Mosta Dome e Mosta Rotunda, por conta de sua cúpula e forma circular, inspirada no Panteão de Roma.

O local é lindo e a tal cúpula é apontada como a terceira maior do mundo, com 61 metros de altura e 39,6 metros de diâmetro. É tão grande que é possível enxergá-la de outras cidades de Malta.

Mosta Dome ou Mosta Rotunda, principal igreja de Mosta Foto: Anchieta Dantas Jr.

Interior da igreja Mosta Dome Foto: Anchieta Dantas Jr.

Finalizei as visitas do primeiro dia por volta de umas 16h, relaxando em uma das poucas praias de areia da ilha, a Golden Bay. O local é muito popular, reunindo uma turma bem jovem para assistir ao pôr do sol.

Praia de Golden Bay Foto: Anchieta Dantas Jr.

2º dia: ilhas de Gozo e Comino

Dado por visto o lado norte da ilha, o lógico seria continuar pelo lado sul no meu segundo dia em Malta. Mas como é nesta região que fica Marsaxlokk, uma charmosa vila de pescadores, decidi deixar essa rota para o quinto e último dia em Malta, visto que é aos domingos que acontece um concorrido mercado de peixes no local, atração imperdível.

Dessa forma, preferi então tomar um barco no terminal existente no calçadão de Sliema para um passeio de um dia pelas ilhas de Gozo e Comino. Detalhes sobre como contratar o serviço e visitar essas ilhas podem ser conferidos no post Malta: dicas para planejar a sua viagem. Tudo custou 35 euros e com serviço de bar incluso no trajeto da embarcação. Tanto na ida como na volta.

O passeio geralmente parte às 10h com retorno às 17h30, e inclui um tour de três horas de duração por Gozo e mais uma parada de duas horas e meia para curtir a Blue Lagoon, principal atração da Ilha de Comino.

Até Gozo são uma hora e meia navegando pelo Mar mediterrâneo, avistando todo o litoral da Ilha de Malta e suas baías. Ao chegar ao destino, que tem apenas 30 mil habitantes, um micro-ônibus já está esperando para nos levar a um passeio que começa pela Azurre Window (Janela Azul), um arco natural na região da Dwejra Bay, onde há outro famoso marco natural local, o Inland Sea (uma lagoa de água do mar). Essas áreas são bastante procuradas para a prática de mergulho. Tudo isso surgiu há milhares de anos, quando duas cavernas desmoronaram. Vale à pena conferir. Olha só a paisagem!

A Azurre Window em Gozo Foto: Anchieta Dantas Jr.

De lá seguimos para Victoria, a capital de Gozo, mas no caminho passamos pela Igreja Ta’ Pinu, que salta aos olhos pelo tamanho e imponência em meio ao descampado da ilha.

A Igreja Ta’ Pinu em Gozo Foto: Anchieta Dantas Jr.

Já em Victoria, a maior atração é a Cittadella, uma antiga fortaleza, que serviu para proteger a cidade dos inúmeros ataques que sofreu ao longo dos séculos. Hoje, abriga a Catedral da Victoria, além de uma série de lojas e restaurantes. Não deixe de subir as muralhas e se maravilhar com a vista.

A Cittadella é uma antiga fortaleza de Gozo Foto: Anchieta Dantas Jr.

As ruas estreitas da Cittadella, em Gozo Foto: Anchieta Dantas Jr.

A Catedral de Victoria, que fica na Cittadella Foto: Anchieta Dantas Jr.

Depois da visita à Cittadella, desci a pé até o pequeno centro de Victoria, onde há diversas lojinhas de artesanato, bares e restaurantes. A atmosfera é bem agradável e vale a parada para comer alguma coisa.

O charmoso centro de Victoria, capital de Gozo Foto: Anchieta Dantas Jr.

A visita a Gozo se encerra por aí. No entanto, há uma outra atração não coberta pelo passeio que são os templos megalíticos de Ggantija, ao sul da cidade de Xaghra. Na verdade, são ruínas que datam de 3.600 a 3.000 a.C.

De volta ao porto de Mgarr, tomamos novamente o barco, desta vez em direção a Ilha de Comino, a três quilômetros dali. Bem menor do que gozo, esta ilha tem pouco menos do que 4 Km², quatro habitantes e é famosa pela Blue Lagoon (Lagoa azul). Trata-se de uma baía comprida, de água cristalina, cercada por rochas, entre Comino e a ilhota de Cominoto, parecendo, de fato, uma grande piscina.

Normalmente, o local é lotado de barcos que param para as pessoas tomarem banho e praticar mergulho. Há uma estreita faixa de areia para quem quiser apenas se bronzear. Mas é bastante concorrida. Comum por ali são os passeios de lancha para ver as cavernas ao longo da costa, o que foi contemplado pelo barco que eu estava no retorno à Ilha de Malta.

Blue Lagoon, em Comino Foto: Anchieta Dantas Jr.

A água cristalina da Blue Laggon, em Comino Foto: Anchieta Dantas Jr.

Cavernas ao longo da costa de Comino Foto: Anchieta Dantas Jr.

Todo esse roteiro também pode ser feito por conta própria, mas acredito que se leva bem mais tempo, devido aos horários fixos do transporte público e dos ferries, e, assim, talvez não dê para visitar as duas ilhas em um mesmo dia.

Caso essa seja a sua opção, ainda na Ilha de Malta, pegue um ônibus de linha (222 de Sliema e 45 de Valleta), ou vá de carro, até a cidade de Cirkewwa, no norte de Malta (de Sliema dá mais ou menos 1h de deslocamento a depender do trânsito), e de lá tome o ferry que sai a cada 45 minutos, durante todo o ano. Se você estiver de carro é permitido embarcar com o veículo e a travessia dura 30 minutos. Quando lá estive, passageiros pagavam cerca de cinco euros e carros com condutores aproximadamente 15 euros o bilhete de ida e volta.

Uma vez em Gozo, também há ônibus “hop-on hop-off” (20 euros) que percorrem todos os pontos turísticos dessa ilha. Daí, do porto de Mgarr, pode-se tomar um ferry até Comino (10 euros ida e volta). Segundo apurei, a travessia dura em torno de 15 minutos e as embarcações partem de hora em hora. Depois é necessário voltar para Gozo, tomar o ferry de volta para Cirkewwa , na Ilha de Malta, e fazer todo o percurso de ônibus ou de carro para retornar ao seu hotel.

Se preferir, é possível pegar o ferry direto para Comino desde Cirkewwa. A embarcação sai de hora em hora e a viagem dura 20 minutos. Custa 10 euros.

3º dia: Vittoriosa, Cospicua e Senglea

Na manhã deste dia, uma sexta-feira, aproveitei para fazer outro passeio de barco, sendo que mais curto (em torno de duas horas), também saindo de Sliema, margeando Valleta, Vittoriosa, Senglea e Cospicua, as Três Cidades como são denominadas, e que foram construídas dentro de um dos maiores projetos de arquitetura militar elaborado pelos Cavaleiros de São João.

A perspectiva que se tem desses lugares e o visual das edificações são incríveis. Dá só uma olhada nesse pequeno vídeo que fiz:

Se optar por caminhar pelas Três Cidades, ao invés de vê-las de barco, você deve tomar as linhas de ônibus de número 2, 3 e 4 desde o City Gate, em Valleta.

No período da tarde, já que estava por aqueles lados, resolvi dar mais uma volta por Valleta.

4º dia: Riviera Bay, Sliema e St. Julian’s

Aproveitei a manhã para relaxar em outra praia da Ilha de Malta: Riviera Bay, também denominada Ghajn Tuffieha. Ela é toda envolta por um parque natural. O acesso se dá por uma longa escadaria.

Achei menos concorrida do que Golden Bay. Tem poucas ondas e a areia tem aspecto dourado. Leve canga ou toalha, pois há pedrinhas misturadas e não tem como se deitar sem esse apoio. Ao mesmo tempo, vale caminhar um pouco pelas trilhas do parque que margeiam a praia, de onde, do alto, se tem um lindo visual.

Riviera Bay Foto: Anchieta Dantas Jr.

Para chegar a Riviera Bay tomei a linha de ônibus 225 desde a cidade de Sliema, onde eu estava hospedado, descendo na estrada e caminhando cerca de 150 metros até a entrada. O trajeto de ônibus dura uma hora para ir e mais uma para voltar.

Aliás, se você quiser pegar praia na Ilha de Malta, as que estão no lado leste são mais indicadas por terem faixas de areia. Em Sliema e St. Julian’s, onde os turistas se hospedam, só há rochas. Mas, mesmo assim, as pessoas estendem toalhas aonde dá e tomam banho de mar. Há umas escadas de ferro para entrar na água, similares às utilizadas em piscinas.

Já este dia à tarde, reservei para caminhar pelas orlas de Sliema até St. Julian’s, onde jantei. O passeio é muito agradável. De um lado o mar e a vista de Valleta e das Três Cidades, do outro edifícios, bares e restaurantes animados. O calçadão é largo, bonito e bem cuidado. Em alguns trechos há pracinhas e brinquedos para as crianças.

Orla de Sliema Foto: Anchieta Dantas Jr.

E separando a orla de Sliema e St. Julians, há um complexo residencial e comercial, com um shopping Center (The Point Shopping mal), o Tigné Point que você tem que conhecer. O lugar é lindo, com vários pontos de observação e jardins que rendem fotos muito bacanas de Valleta.

Tigné Point: complexo residencial e comercial Foto: Anchieta Dantas Jr.

5º dia: Marsaxlokk e Blue Grotto

No meu último dia em Malta, eu fui conhecer a atração mais concorrida do lugar aos domingos: Marsaxlokk, uma pitoresca vila de pescadores (foto que abre o post). É lá que você vai ver de perto aquela orla colorida por típicos barcos malteses que ilustram tantos cartões postais da ilha. São os chamados Luzzu e têm tradicionalmente um Olho de Osíris pintado na proa para afastar, segundo a crença, os maus fluidos. Esse tipo de embarcação é herança da época da colonização fenícia.

A pitoresca vila de pescadores em Marsaxlokk Foto: Anchieta Dantas Jr.

E é emoldurado por esse cenário, que acontece um animado mercado de peixes, que hoje é mais uma feira onde se vende de tudo, desde roupas, utensílios para casa, frutas e verduras, passando iguarias e guloseimas maltesas, sapatos, bugigangas, livros usados e até DVD pirata, sem esquecer, é claro, dos frutos do mar.

Souvenir de Malta no mercado de Marsaxlokk: olho de Osires Foto: Anchieta Dantas Jr.

Doces maltesas também são vendidos em Marsaxlokk Foto: Anchieta Dantas Jr.

Mas chegue cedo, pois tudo acaba às 13h. Depois, aproveite para almoçar em um dos vários restaurantes da orla.

Marsaxlokk é uma das paradas da rota pelo lado sul de Malta feita pelos ônibus “hop-on hop-off”. Como já foi dito, o serviço custa 20 euros o dia (valor negociável) e passa por vários pontos turísticos da ilha.

Você também pode chegar lá tomando um barco na orla de Sliema, pagando para ir e para voltar 17 euros. Se preferir usar o transporte público, tome as linhas de ônibus 81, 85 ou X86 (apenas aos domingos) saindo de Valleta. Assim, se você estiver hospedado em St. Julian’s ou Sliema terá que pegar as linhas 13, 14 e 16 ou ainda as de número 15 e 21, que saem apenas de Sliema, até o City Gate em Valleta e trocar pelos ônibus que partem de lá para Marsaxlokk.

Após o almoço, segui para a Blue Grotto (Gruta Azul) também usando o ônibus “hop-on hop-off”. Depois de Marsaxlokk é a segunda parada do trajeto feito por eles. Em poucos minutos se chega. Até onde vi, não há transporte público ligando diretamente essa vila de pescadores até a região de Zurrieq, famosa pela costa rochosa com cavernas naturais e onde está a atração. Dessa forma, você teria que pegar o ônibus de volta a Valleta e então tomar a linha 74.

Como acabou chovendo muito nesse dia, não consegui fazer o passeio pela gruta, pois o mar estava agitado e ao chegar lá vi que o serviço de barcos foi paralisado. Mas seguem as informações para quando você for. Ao descer do ônibus, caminha-se uns 50 metros até a bilheteria. O passeio dura 25 minutos, em barcos para poucos passageiros (oito pessoas) e custa oito euros.

Para você ter uma ideia, em um dia de sol olha só o que eu teria encontrado:

Blue Grotto

Ainda pelo lado sul de Malta há ruínas de templos antigos como Hagar Qim e Mnajdra, mas não me animei em visitar, porque, como eu falei, estava chovendo.

Leia mais sobre Malta:

Malta: dicas para planejar sua viagem

E aí, gostaram de conhecer Malta? Espero que sim e que também programem uma viagem para lá!

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2 respostas
  • Renata Lopes
    Março 29, 2017

    Olá vc se recorda qual nome da empresa do onibus que vc usou no 1.dia? Vou ficar apenas um dia pq estou em um cruzeiro, achei a dica do hop on bem interessante para minhas poucas horas nesse lugar incrivel. O q vc acha?

    • Anchieta Dantas Jr.
      Março 29, 2017

      Oi, Ranata!

      Eu usei a Malta Sightseeing. Mas tanto faz você usar essa ou a Sightseeing Malta. Ambas fazem o mesmo trajeto.

      Pelo pouco tempo que você tem sugiro parar em Valleta (veja os posts e o que tem para ver aí) e Mdina. As demais atrações só com mais tempo mesmo.

      No mais, obrigado por sua visita e espero que volte mais vezes.

      Atenciosamente,

      Anchieta Dantas Jr.
      Editor do Blog Andarilho

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