Cinco erros que fazem você gastar mais em uma viagem

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Gastar exatamente o que planejamos (se possível até menos do que foi definido) para viajar deve ser buscado a todo custo por quem deseja voltar de férias sem dívidas e em paz com as finanças. Eu digo isso porque não é incomum encontrar pessoas que sempre reclamam que desembolsam mais do que previram em suas viagens ou põem na cabeça que viajar é só para quem tem muito dinheiro.

Sabe o que pode estar acontecendo? É bem provável que elas estejam cometendo alguns erros que não lhes deixa economizar mais ou seguir com seus planos. E os exemplos são muitos, o que renderia uma série de posts sobre o tema.

Para simplificar, eu pincei alguns desses erros do livro “How to travel the world on $50 a day” (Como viajar pelo mundo com 50 dólares por dia), escrito por Matt Kepnes.

O cara é especialista na arte de viajar com pouco dinheiro e partilha na sua publicação uma séria de dicas muito legais. Além de já ter lançado esse livro, ele também escreve um blog onde compartilha suas experiências.

Veja a seguir, segundo Matt, Cinco erros que você deve evitar para gastar menos dinheiro na próxima viagem.

1. Fazer reservas com muita antecedência

Por receio de ter problemas futuros de disponibilidade, esse era um erro que eu sempre cometia.

No entanto, aprendi, assim como Matt, a controlar a ansiedade. Sabe por quê? É que poderão existir promoções e descontos mais próximos da data da viagem.

Para a compra das passagens aéreas, o autor sugere que se façam as reservas três ou quatro meses antes da viagem. O post Saiba quando é melhor comprar passagens aéreas pode lhe ajudar nessa questão.

Já em relação a cruzeiros e passeios em grupo, ele aconselha que aguardemos o quanto puder. Como as agências querem encher os barcos e preencher as vagas dos tours, é comum fazerem descontos de última hora.

2. Fazer refeições perto das atrações turísticas

Para comer bem e barato vale afastar-se da área das principais atrações turísticas. Se caminhar pelo menos uns cinco quarteirões, é provável que vá encontrar opções mais econômicas e com sabores mais autênticos.

Além do preço que se paga por poder comer olhando para atrações importantes da cidade, explica o autor, “quando os restaurantes sabem que as pessoas não vão voltar, pelo menos a curto prazo, não se preocupam com a qualidade”.

“Já os restaurantes locais, não turísticos, devem ter mais qualidade para fidelizarem clientes”, afirma Matt.

Eu, por exemplo, cometi esse erro quando estive em Edimburgo (Escócia). Inventei de comer em um restaurante da “Royal Mile”, rua super movimentada e onde estão algumas das atrações turísticas da cidade e me dei super mal!

Paguei por um burguer de angus (raça de bovinos, destinada à produção de carne de qualidade superior e que tem suas origens no nordeste da Escócia), uma porção de fritas e por um simples refrigerante o equivalente a 24 libras, ou 108 reais no câmbio de hoje (Pode me crucificar, eu mereço!)

Portanto fica a dica: quanto mais perto das principais atrações turísticas mais caras serão as refeições. É provável que a qualidade também não compense. Explore as redondezas antes de escolher onde comer.

3. Escolher restaurantes com menus em vários idiomas

Segundo o autor, este é um sinal claro de que se trata de uma “armadilha para turistas”.

Se você sente dificuldades em decidir onde comer, inclusive devido às barreiras linguísticas, e acha que precisa de alguma orientação, opte por utilizar sites e aplicativos como o TripAdvisoronde encontrará recomendações e avaliações de outros viajantes.

Os funcionários de hostels e hotéis também são uma boa fonte, afirma o autor. Mas aí eu acrescento que você deixe bem claro para quem perguntar que não pretende gastar muito e que, mesmo assim, não abre mão da qualidade.

4. Utilizar apenas um motor de busca

Existem vários motores de busca disponíveis para procurar uma passagem de avião mais barata e fazer a sua reserva. Meu preferido é o Voopter, nosso parceiro aqui no Blog.

No entanto, existem outras ferramentas e, como Kepnes nos lembra, cada página tem o seu algoritmo, o que faz com que os critérios na busca dos voos possa variar, por isso, é importante pesquisar nas diferentes plataformas.

Outra dica: não deixe de lado o site das próprias companhias aéreas. Nem todas as promoções aparecem como resultado nos motores de busca.

5. Optar por trajetos mais longos

Quando viajamos com um orçamento mais apertado, existe a tendência por optar pelos trajetos mais longos, que nos fazem aproveitar menos tempo os lugares.

Podemos economizar, por exemplo, na passagem de avião, ao fazer uma ou mais escalas e conexões, mas acabamos por perder um dia e chegamos cansados no destino. Kepnes questiona. Valerá a pena esta economia?

Para ele, gastar pouco com uma viagem não significa se sacrificar. De acordo com Kepnes, temos que valorizar tanto o tempo como o dinheiro, e tomar decisões de forma inteligente em relação a ambos.

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