Uma viagem pelos países que não existem, dica de leitura para viajantes

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Para quem adora viajar, dar de cara com um livro intitulado “Uma viagem pelos países que não existem”, em uma voltinha descompromissada por uma livraria é, no mínimo, curioso. Nesse dia, eu estava apenas matando o tempo enquanto esperava uma consulta médica e não me passava pela cabeça comprar nada. Mas me diga se dava para resistir? Jamais, não é? A empolgação foi tanta, que eu não pensei duas vezes e comprei!

Mas espera aí: países que não existem? Como assim? Você deve estar se questionando. Longe de ser uma obra de ficção, eles são bem reais.

O fato de serem considerados inexistentes é puramente burocrática, pois são países que não são reconhecidos pela Organização da Nações Unidas, a ONU, que, atualmente, conta com 193 países integrantes.

No entanto, entidades como a FIFA, possuem 206 países afiliados, assim como o Comitê Olímpico Internacional. E no menu “país de origem” do site de solicitação de vistos para os Estados Unidos, há 250 opções de países.

Ou seja, deu para sentir o drama de quantas nações lutam por sua independência e reconhecimento, não é?

O mais triste disso tudo são os conflitos que acontecem em prol dessa liberdade, que separam famílias e amigos (que buscam abrigo em outro lugar), deixam feridos e chegam a matar tanta gente.

O Livro

Logo que abri o livro, ao percorrer o índice, pude perceber que dos 16 países relacionados – situados entre a Europa, África e Ásia -, cinco eu já tinha ouvido falar.

Os demais, eu jamais saberia da existência se não fosse a sacada genial do Guilherme Canaver em escrever esta obra, lançada em outubro de 2016.

Canever é viajante, blogueiro e autor de mais dois outros livros – De Istambul a Nova Delhi: uma aventura pela Rota da Seda e De Cape Town a Muscat: uma aventura pela África.

Para escrever a obra, entre os anos de 2009 e 2014, ele percorreu esses países que, de acordo com a ONU, não são reconhecidos.

Super didática, a obra, já no início, traz o que faz um país ser um país e como os novos surgem. Você já havia parado para pensar sobre isso? Eu confesso que não.

Cada capítulo foi dedicado a um desses países que não existem, trazendo informações sobre vistos e fronteiras, um mapa para você se localizar e o que fazer por lá, além da narração da aventura do Guilherme.

Dica de leitura para viajantes

Cada capítulo foi dedicado a um desses países que não existem Fotos: Anchieta Dantas Jr.

Ele também contextualiza historicamente esses territórios. Embora seja um breve relato, o que, a princípio pode lhe soar massante, isto é importante para a compreensão de cada situação.

No seu roteiro estão: República da Transnístria, República do Kosovo, República da Somalilândia, República Democrática Árabe Sarauí (Saara Ocidental), República Turca de Chipre do Norte, Estado da Palestina (Autoridade Palestina), República da Abecácia, República de Nagorno-Karabakh, República da Ossétia do Sul, República da China, (Taiwan), Repúblicas Russas, Tibete, República de Karakalpak, Caxemira, Turquistão Oriental e Curdistão.

Aposto que assim como eu, você nunca tinha ouvido falar de Transnístria, Abecásia ou Ossétia do Sul, não é mesmo?

Dica de leitura para viajantes

Mapa com a localização de alguns dos “países que não existem” Arte: G1/reprodução Google Maps

Então já dá para ter uma ideia da super e intrigante viagem que o Guilherme fez! Um roteiro fugindo totalmente do conceito de turismo tradicional.

De fato, ele visitou lugares surpreendentes! Destaque para as pinturas rupestres de Laas Geel, na Somalilândia; as praias desertas e os sítios arqueológicos do Chipre do Norte; os monastérios no meio das montanhas da Abecásia e de Nagorno-Karabakh; a arquitetura dos edifícios no Kosovo e os cânions da Palestina, além das conhecidas atrações históricas existentes por lá.

Dica de leitura para viajantes

O Chipre do Norte, com suas praias, é um dos lugares que surpreendeu o autor

Em seu relato, Guilherme também explica como são as políticas de entrada para brasileiros nesses lugares.

Em alguns deles, como na Transnístria (que tem seu território dentro da Moldávia) e em Kosovo, basta carimbar o passaporte na entrada. Em outros, como a Somalilândia ou na Ossétia do Sul (também separada da Geórgia), exigem visto ou carta de autorização prévia.

A segurança do viajante é outro ponto abordado pelo autor. Segundo ele, o nível de segurança pode variar de país para país.

Conforme disse, existem regiões completamente seguras, como a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, que é toda florida e tem Wi-Fi gratuito nas praças. Já a Ossétia do Sul é o país mais tenso da lista.

Por fim, eu não podia deixar de destacar a dedicatória do livro: “a todas as vítimas desses conflitos”, pois como eu disse, a fim de conseguir a sua independência e reconhecimento, esses países passaram ou ainda passam por muitos problemas.

Bem, não vou mais entrar em muitos detalhes sobre os países que não existem, pois acho que o mais interessante vai ser você ler o livro.

Só digo que eu gostei tanto, pois sou um curioso de carteirinha sobre terras distantes e outras culuras, que já estou acrescentando mais destinos à minha lista “interminável” de locais que quero visitar!

Ficou interessado? O livro “Uma viagem pelos países que não existem” é da Pulp edições, possui 192 páginas e pode ser encontrado nas livrarias físicas ou o-line por R$ 49.

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2 respostas
  • Fabricio Nunes de Freitas
    Fevereiro 2, 2018

    Parabéns pela matéria; sensacional; att Dr Fabricio

    • Anchieta Dantas Jr.
      Fevereiro 4, 2018

      Obrigado, Fabrício!

      E continue acompanhando, pois novidades por aqui não faltam!

      Abraços,

      Anchieta.

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