Lima: dicas e roteiro para descobrir e se encantar pela capital peruana

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Capital e maior cidade do Peru – ali vivem quase 10 milhões de pessoas, um terço da população do país -, Lima não detém uma opinião unânime dos viajantes como destino turístico. Geralmente tida apenas como conexão para uma visita a Cusco e Machu Picchu, muita gente a esnoba, não se permitindo conhecê-la. O que é uma pena! Eu mesmo, quando resolvi visitar nosso vizinho sul-americano, em outubro deste ano, eu tinha uma ideia completamente distorcida da cidade e não esperava muito dela. Hoje, sinto-me feliz por ter reservado os primeiros dias de uma viagem ao Peru para desfrutá-la.

De fato, ainda do avião, Lima não parece muito atrativa. Ao desembarcar, no entanto, o aeroporto já começa a revelar algumas surpresas positivas – grande, moderno e bem organizado. Boas impressões logo desfeitas ao circular pelo bairro onde ele está instalado, Callao (zona portuária). Mas não se deixe decepcionar pelo aspecto pobre e sem graça dessa área. Acredite: o melhor está por vir!

Dicas e roteiro de Lima Peru

O Aeroporto de Lima é um excelente cartão de visita da cidade Fotos: Anchieta Dantas Jr./BlogAndarilho

O Aeroporto de Lima já foi eleito o melhor da América do Sul

À medida que nos distanciamos dessa região em direção à avenida litorânea, sentido Miraflores, distrito mais turístico da capital Peruana, a cidade ganha outros ares: colorida, limpa, florida, vibrante, com edifícios modernos e repleta de gente alegre e hospitaleira.

Dicas e roteiro de Lima Peru

A moderna e vibrante Miraflores reflete o crescimento turístico de Lima

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A capital peruana é bastante arborizada e florida. Exemplo é o Parque Kennedy, coração de Miraflores

Ao mesmo tempo, Lima também guarda heranças históricas incríveis: um Centro Histórico bem conservado, com a Plaza de Armas mais bonita que eu já vi até então entre todas as capitais sul-americanas; e Huaca Pucllana, um sítio arqueológico pré-Inca com uma pirâmide bem ao meio, erguido em plena a moderna Miraflores. Sensacional!

Exemplos que revelam uma cidade que mistura séculos de história e conhecimentos com todas as modernidades de uma grande metrópole.

Com 42 bairros, chamados de distritos e de municipalidade própria, ou seja, cada distrito tem sua própria prefeitura, três deles merecem a atenção do viajante: o Centro Histórico, Miraflores e Barranco.

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A bela arquitetura colonial do Centro Histórico de Lima

O trânsito é complicado, concordo! Mas diferentemente do que haviam me contatado, hoje, os carros, outrora em sua maioria velhos, armam congestionamentos lado lado com veículos novos e de última geração.

O transporte público, desde 2010, ganhou um grande aliado, o Metropolitano, como os limenhos o chamam, permitindo ao turista circular rapidamente, pagando pouco e com segurança, entre os principais pontos de interesse.

Aliás, no quesito segurança Lima me surpreendeu. Nos três dias que ali estive não presenciei sequer um mal-ocorrido e nem me senti inseguro. Ao contrário! As áreas turísticas são super bem policiadas e vigiadas por câmeras.

Se não bastasse, a cozinha peruana é apontada como uma das melhores do mundo. Riquíssima em cores, cheiros e sabores. Impossível não agradar! E não pense que ela se resume ao ceviche. Carnes e frangos e muitos cereais têm seu lugar garantido à mesa, e com receitas deliciosas!

E, para completar, o Oceano Pacífico nos brinda com uma vista maravilhosa, que pode ser apreciada dos rochedos gigantes sobre os quais Lima foi construída. O cenário fica mais bonito ainda ao entardecer.

E aí? Ainda está em dúvida se deve ou não visitar a capital do Peru? Pois me acompanhe nessa viagem. A seguir, eu relato tudo o que você precisa saber para conhecê-la, dicas de roteiro e muitas fotos, é claro, para lhe deixar ainda com mais vontade. Aposto que ao final você estará se programando para viajar!

Quando ir

A cidade fica nublada quase o ano todo. Porém, tem uma vantagem: praticamente não chove! Portanto, o destino é perfeito, pois não se perde passeios devido ao mau tempo.

Eu estive em Lima na primeira semana de outubro de 2017, quando era primavera, e dei uma super sorte: fez sol todos os dias, conforme você poderá conferir pelas fotos.

Teve até quem me perguntasse em uma das postagens no perfil do Blog Andarilho no Instagram (ainda não segue a gente?) quando eu havia conseguido aquela cor em Lima. Está aí a resposta!

Dessa forma, não há uma época ideal para visitar a capital do Peru. Vá quando quiser e aproveite!

Quantos dias ficar

Essa é uma questão que vai depender do interesse e do ritmo de viagem de cada um. Mas Lima é uma excelente introdução e adaptação ao Peru. Eu fiquei três noites e dois dias inteiros. A princípio parecia o ideal. Mas não foi!

Sabe por quê? Além da vibe da cidade ter me agradado bastante, eu descobri alguns passeios bate e volta que dava perfeitamente para eu passar mais uns dias na cidade e não faltaria o que fazer.

Por exemplo: você sabia que o Peru produz vinhos? Nem eu! Mas um amigo que é sommelier viu as postagens nas redes sociais do blog e foi logo me indicando que experimentasse os vinhos da região de Ica. Como assim, e tem produção de vinho no Peru? Fiquei me questionando. Tem!

Resultado? Provei e adorei! Mas deixei a cidade sem pôr os pés na região das vinícolas e da fabricação de pisco, que fica no Valle del Sol, a apenas uma hora de viagem de Lima. E há passeios de um dia a preços bem módicos. Fica para uma próxima!

Além disso, desde Lima dá ainda para ir passar o dia em Paracas, pequena vila perto de Ica, a 260 quilômetros ao sul da capital peruana.

É lá onde o deserto peruano encontra o mar e também se localiza a principal área de proteção ambiental do país: as Ilhas Balestras, reduto da fauna marinha. Este passeio é bem puxado, pois sai muito cedo e retorna tarde da noite, mas fica a dica.

A região de Paracas tem ainda como atrativos passeios de quadriciclos e buggy pelas dunas. Mas uma razão para voltar a Lima, né?

Assim, dependendo de seu interesse e tempo, estenda a estada!

E se você for apaixonado por gastronomia então… Acho bom planejar bem a visita! Entre os 50 melhores restaurantes do mundo, três deles estão em Lima. Dois, inclusive, classificam-se entre os 15 melhores e um deles, entre os cinco melhores.

Agora se você não dispuser de tempo e quiser concentrar apenas nas áreas turísticas de Lima (Centro Histórico, Miraflores e Barranco) dois dias inteiros são suficientes.

Como chegar

Do Brasil ao Peru, apenas as companhias Latam e Avianca operam voos direto. Pesquise voos baratos para Lima aqui.

Vistos e vacinas

Cidadãos brasileiros não necessitam de visto e nem de passaporte para viajar ao Peru a turismo, podendo ingressar em território peruano apenas com o RG.

Porém, não são aceitas identidades profissionais ou de outras instituições, como a carteira de motorista, por exemplo.

O período de permanência permitido é de 180 dias sem direito a prorrogação.

Como de hábito, eu viajei com meu passaporte. Sou daqueles que quanto mais carimbos melhor!

No que diz respeito a vacinas, se sua viagem se limita a Lima, Cusco e Machu Picchu, não é necessário tomar nenhuma vacina especial. No primeiro caso por se tratar da capital e nos outros dois por causa da altitude.

No entanto, se você vai viajar para a selva com uma altitude inferior a 2300 metros, então deve considerar tomar a vacina contra a febre amarela. Esta vacina vem com um certificado internacional. Antes com validade de dez anos, agora a dose única não tem mais validade.

Você deve tomar a vacina contra febre amarela no máximo 10 dias antes da sua viagem se ainda não a tomou.

O que levar na mala

A minha dica é: leve roupas confortáveis e calçados mais confortáveis ainda. Acredite: o que mais você vai fazer é caminhar, principalmente se seguir viagem para Cusco e Machu Picchu.

Independente da época do ano escolhida, não esqueça de levar roupas de frio, como casacos, suéteres, cachecóis, luvas e gorro. A temperatura média na parte alta do Peru, como Cusco e Puno, é bem mais baixa do que aqui no Brasil.

Em Lima mesmo, apesar do sol, nos dias em que lá estive, peguei frio pela manhã e a noite, e acabei usando, dessa forma, todas as roupas de frio.

Medicamentos

Não esqueça de levar uma kit básico com aqueles remédios que você está acostumado a tomar quando sente dor de cabeça, um resfriado chegando ou um mal estar qualquer.

Se estender sua viagem a Cusco e Machu Picchu, lembre-se também de comprar ao chegar lá os remédios para o soroche (o mal de altitude) e tomar muito chá de coca.

Não esqueça também do protetor solar e labial, independentemente de quando for viajar.

Acerte o relógio

O Peru está duas horas a menos em relação ao horário de Brasília. Assim, ao entrar no avião atrase seu relógio.

Dinheiro e cartões

O Nuevo Sol (Novo Sol) ou apena Sol ou Soles (no plural) é a moeda oficial do Peru. Existem notas de 10, 20, 50, 100 e 200 soles. Há moedas de 10, 20 e 50 centavos, além de 1, 2 e 5 soles.

Vários locais comerciais, restaurantes e hotéis chegam a aceitar dólares americanos, mas não se confie nisso. Até porque facilmente se faz câmbios de moeda estrangeira em bancos e casas de câmbio.

Também existem “cambistas” de rua (vi vários, principalmente em Lima), mas a transação não é garantida.

O horário de atendimento dos locais de câmbio de moeda é de segunda a sexta das 9h às 18h horas e aos sábados até meio-dia.

É possível encontrar caixas automáticos em quase todas as cidades do país e a maioria está conectada às redes Plus (Visa) e Cirrus (Mastercard/Maestro), American Express e outras. Neles é possível retirar dinheiro em soles, mas a taxa de câmbio normalmente é maior.

Quando estive em Lima (outubro de 2017) US$ 1 valia 3,25 soles e R$ 1 apenas 90 centavos de sole. Assim, compensa levar dólares. Consulte cotação atualizada aqui.

Do aeroporto para a cidade

O Aeroporto Internacional Jorge Chávez, como eu já disse, fica em Callao, distrito na região metropolitana da capital a cerca de 20 quilômetros de Miraflores, distrito onde se localiza quase que a totalidade dos hotéis.

Para chegar ao seu hotel, a melhor opção para o turista é serviço de ônibus destinado especialmente para o trajeto entre a cidade e o aeroporto, o Airport Express Lima.

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Para chegar ao seu hotel, a melhor opção para o turista é serviço de ônibus destinado especialmente para o trajeto entre a cidade e o aeroporto

O trecho custa US$ 8 (cerca de 25 soles ou R$ 28)e US$ 15 ida e volta (cerca de 25 soles ou R$ 28) por pessoa e está disponível todos os dias da semana.

Você pode comprar online, mas os bilhetes também são vendidos nos próprios ônibus ou no aeroporto.

Os ônibus saem do estacionamento do aeroporto a cada meia hora entre 7h e 12h e entre 18h e 22h e a cada uma hora entre 10h e 17h, com destino a Miraflores.

Já saindo da cidade em direção ao Jorge Chávez, são sete pontos de partida a cada meia hora entre 6h e 9h30 e entre 18h e 22h e a cada uma hora entre 10h e 17h.

O trajeto dura cerca de 50 minutos e os ônibus contam com Wi-Fi gratuito. Consulte as paradas mais próximas ao seu hotel aqui.

Outra opção, mais rápida, e interessante para quem chega em grupo de até quatro pessoas é o transfer privativo.

Muitos hotéis e hostels oferecem o serviço. A vantagem é a disponibilidade e o conforto, já que o carro busca e leva o passageiro na hora marcada e até a porta do destino final. A desvantagem é o preço: cerca de 20 dólares por pessoa (aproximadamente 65 soles ou R$ 72).

Já se você optar por um táxi, antes de entrar no carro, informe seu destino e negocie o preço, que deve girar em torno dos US$ 20 (aproximadamente 65 soles ou R$ 72). O trajeto dura cerca de 30 minutos até o coração de Miraflores.

Mas, atenção! Se o táxi for mesmo a sua opção, dirija-se ao saguão principal do aeroporto e procure pela companhia Taxi Green (a reserva pode ser feita online antes de você sair do Brasil. Saiba mais aqui) ou saia do aeroporto em busca de um táxi “não oficial”. Os táxis “oficiais” dentro do aeroporto chegam a custar US$ 50 dólares (163 soles ou cerca de R$ 180).

O Uber também pode ser uma boa. É um pouco mais barato que o táxi. Porém, lembre-se que você terá que estar conectado à internet para acessar o aplicativo que é o mesmo que você usa no Brasil e deverá estar com seu cartão de crédito internacional habilitado para uso no exterior.

Para mais informações sobre como usar o Ubwer fora do Brasil clique aqui.

No meu caso, quando eu cheguei a Lima, optei pelo transfer privativo, negociado com o hostel onde fiquei. No retorno ao aeroporto escolhi o Airport Express Lima.

Onde ficar em Lima

Escolher onde se hospedar em Lima é muito fácil. A quantidade de hotéis e hostels é grande, por isso sempre há uma opção que se encaixa no bolso. E Miraflores é a melhor opção.

O centro também possui hotéis, mas não é um lugar indicado para se hospedar. Os hotéis de lá pecam em conforto e essa não é uma área tão legal, porque durante o dia é confuso e tumultuado devido ao trânsito de pessoas e durante a noite não existem atrativos.

Pesquise as melhores opções de hotéis ou hostels em Lima aqui.

Segurança

Miraflores e Barranco são zonas bastante seguras. Frequentemente, vemos policiais nas ruas, turistas circulando e estes são distritos onde há videovigilância.

Eu perguntei no hostel se era tranquilo andar a pé por estas regiões e fui logo informado que sim. E é seguro mesmo. Em nenhum momento, mesmo à noite, me senti inseguro.

Já no Centro, eu recomendo os cuidados básicos que se toma em qualquer centro turístico. Mas, no geral, eu achei muito tranquilo, diferentemente do que li em outros blogs antes de viajar. Também vi policiamento nas ruas dessa região e não observei nenhuma ocorrência.

Resumindo: me senti muito mais seguro em Lima do que em outras capitais sul-americanas.

O que e onde comer em Lima

Já virou clichê falar que o Peru é um país com uma das melhores cozinhas do mundo. Mas é verdade! A combinação de culturas milenares, a tradição e a inovação constante são os segredos para o sucesso do seu sabor. Além, é claro, da variedade dos ingredientes naturais e frutos do mar.

Entre os ingredientes mais utilizados nos pratos peruanos, destacam-se a batata, o milho, a quinoa, o abacate, a mandioca, peixes, frango, carne de gado e a alpaca, animal típico dos Andes.

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Ceviche: o maior representante da gastronomia peruana

Tem também o cuy, que na verdade é um porquinho-da-índia, mas é como ele é chamado nos Andes. A iguaria é servida principalmente ao forno, na parrilla ou picante. Este prato eu confesso que não provei. Fiquei com pena dos bichinhos.

Representam bem a cozinha peruana o ceviche, o lomo salteado (carne bovina em tiras com legumes) ou o pollo (frango) a la plancha (na grelha) com batatas ou outros legumes e molho picante.

Pollo a la Plancha

Em Miraflores, nas redondezas do Parque Kennedy, coração do distrito, há várias opções com pratos a partir de 20 soles (creca de R$ 22).

Pelo Centro Histórico, cheguei a comer mais barato ainda. No simpático restaurante El Pacífico (Pasaje Jose Olaya, que dá na Plaza de Armas), o menu turístico incluindo entrada, prato principal e sobremesa me custou apenas 10 soles (cerca de R$ 11) e estava muito bom.

Agora se você quiser comer nos restaurantes famosos de Lima não vai sair nada barato. Claro que jantar no Astrid y Gastón, casa do renomado chef peruano Gastón, será uma experiência gastronômica e tanto, mas só recomendo para quem estiver com o orçamento da viagem bem folgado.

Para algo mais em conta, as tradicionais redes de fast food e pizzas estão por todo lado, com menus em torno de 10 a 18 soles.

Mas deixar de fazer pelo menos por uma refeição com os sabores tipicamente peruanos será uma pena!

Aproveite a viagem para experimentar as frutas, legumes, grãos e toda a diversidade gastronômica do país.

para beber, prove a Inca Kola, refrigerante preferido dos peruanos (quase uma instituição nacional) e a Chicha Morada, refresco feito do maiz morado, o milho de cor roxa, fervido com especiarias e frutas e depois adoçado a gosto. Gelado é uma delícia, bem refrescante.

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O refrigerante Inca Kola é quase uma instituição nacional

Não deixe de provar a Chicha Morada, refresco feito com o maiz (nilho) morado e especiarias

E, claro, o pisco e os coquetéis a base dessa aguardente, sendo o mais famoso o Pisco Sauer.

Como circular

O trânsito em Lima é um caos. Os congestionamentos são frequentes e fazem parte da rotina dos moradores. Portanto, dirigir ou usar táxis e Uber podem lhe fazer bastante tempo. Além disso, os táxis não usam taxímetro. Desse modo, é preciso negociar o valor antes de entrar no carro.

E embora a cidade tenha metrô, ele abrange uma região bem pequena e longe dos pontos turísticos.

O que sobra? O Metropolitano, que funciona praticamente igual a um metrô, mas ao invés de trens, o meio de transporte são ônibus abastecidos com GNV.

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O Metropolitano permite ao turista circular rapidamente, pagando pouco e com segurança, entre os principais pontos de interesse Lima

Eles percorrem um sistema fechado, uma espécie de faixa exclusiva usada só por eles, construída ao lado de grandes avenidas, e vai do norte ao sul da capital peruana, de forma rápida e segura, ligando Miraflores ao Centro e a Barranco, onde estão as principais atrações da cidade.

Para usá-lo é muito simples. O bilhete de entrada do Metropolitano é esse cartão:

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Cartão Serviço de Ônibus Metropolitano

Ele pode ser comprado na bilheteria ou nas máquinas de autoatendimento de qualquer estação e custa 5 soles (ou cerca de R$ 5,50). Já o valor da passagem custa 2,5 soles (ou R$ 2,70), o qual você carrega nos caixas ou máquinas.

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Máquinas de autoatendimento das estações do Metropolitano

Com apenas 2,50 soles, você pode percorrer qualquer trecho, fazer baldeações ou ficar o dia inteiro indo e voltando nos ônibus. Não tem limite de tempo. Só vai pagar de novo quando sair em uma estação e voltar. Bem mais barato que qualquer outro meio de transporte.

Nas proximidades do Parque Kennedy, em Miraflores, fica a estação Ricardo Palma, perfeita para o turista. Em meia hora você estará no Centro Histórico ou em Barranco.

Existem três rotas que os ônibus fazem dentro do sistema Mastropolitano: A, B e C. Na frente de cada ônibus tem um letreiro informando a linha. Os ônibus da A param em certas estações e outras não, os da B também e aí por diante.

Mas não se preocupe, os pontos turísticos são todos acessíveis por meio dos ônibus que percorrem a linha C. Você não vai precisar usar outra.

Os pontos turísticos de Lima são todos acessíveis por meio dos ônibus que percorrem a linha C

Se mesmo assim tiver alguma dúvida, é só baixar o app do Metropolitano. Ele te ajuda com as rotas.

Outra coisa: o Metropolitano não funciona 24h. Os da linha C operam de segunda a sábado, das 5h às 23h e aos domingos das 5h às 22h. Depois desse horário, é melhor pegar um Uber.

Mais informações sobre o Metropolitano podem ser obtidas aqui.

Roteiro de 3 noites e 2 dias em Lima

Eu cheguei em Lima em uma segunda-feira por volta das 11h da manhã. Mas a tarde deste primeiro dia foi dedicada ao check-in no hostel, possível somente a partir das 14h, a fazer câmbio e a organizar os passeios que seriam feitos nos dois dias seguintes.

No segundo dia, uma terça-feira, pela manhã aproveitei para explorar o Centro Histórico e a tarde Barranco, distrito cultural de Lima.

Para fazer estes passeios ingressei em um walking tour gratuito indicado pelo hostel (mas no final, assim como acontece em todas as partes do mundo, sempre rola uma contribuição para o guia) feito diariamente pela empresa Lima by Walking, o qual recomendo demais. O pessoal é dividido em dois grupos: um em espanhol e outro em inglês.

O ponto de encontro para esse tour é o MC Donalds em frente ao Parque Kennedy, entre 10h e 10h30, de onde caminhamos por 3 minutos até a estação Ricardo Palma, do Metropolitano e tomamos um ônibus em direção ao centro (desce na estação Central e faz a baldeação para descer na estação Jirón de La Union). A passagem custa 2,50 soles.

Uma vez no Centro o tour começa na Plaza de Armas, onde o guia explica sobre a fundação de Lima e fala sobre os principais prédios em torno do local: A Prefeitura de Lima, o Palácio do Governo e a Catedral ( entrada 10 soles). Esta praça é linda e tipicamente colonial.

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Plaza de Armas

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Palácio do Governo em Lima

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A belíssima fachada do Museu e da Catedral de Lima

Desta praça seguimos para a Casa de Gastronomia Peruana. A parada neste local se resume ao belíssimo hall de entrada. Até porque não há degustação de nenhum prato por lá.

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Casa de Gastronomia Peruana

Vê-se apenas um museu que conta a história da aclamada cozinha do país. Ali, o guia apenas dá uma introdução ao tema. Se houver o interesse em entrar, pode-se voltar ao fim do passeio. O ingresso custa 5 soles.

Em seguida, visita-se a belíssima Igreja de São Domingo e a linda Passagem Postal, corredor que cruza a antiga agência central dos Correios de Lima e que chama a atenção pela arquitetura. caminhando mais um pouco, chega-se até o Rio Rimac, que faz parte da história da cidade.

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Igreja de Santo Domingo

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Passagem Postal

As próximas paradas são na Igreja de São Francisco e na Casa de Literatura Peruana, onde há uma biblioteca em homenagem ao escritor mais célebre do país, Mario Vargas Llosa. Para terminar, uma degustação gratuita de pisco em uma lojinha vizinho ao Museu do Pisco.

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Biblioteca em homenagem ao escritor mais célebre do Peru, Mario Vargas Llosa, na Casa de Literatura Peruana

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Museu do Pisco

O tour dura em torno de 2h30, terminando em torno das 13h30, com tempo suficiente para almoçar e se quiser, ao invés de explorar mais o Centro Histórico, ingressar no tour da tarde para Barranco, que sai da fonte na Plaza de Armas, às 15h. Esta foi a minha opção.

Para chegar a Barranco, tomamos mais uma vez o Metropolitano (desce na estação Bulevar). Um a vez no destino, começa o passeio a pé por este interessante distrito de Lima, com duração de duas horas.

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O cultural distrito de Barranco

Por lá visita-se a praça principal de Barranco, as ruas com murais artísticos pintados nos muros (os trabalhos são primorosos e apoiados pela prefeitura local), até chegar à Ponte de Suspiro.

Murais artísticos de Barranco

Reza a lenda que se fizermos um pedido e atravessarmos essa ponte prendendo a respiração o desejo é concedido. Mas isto só funciona uma vez na vida. Não adianta atravessar a ponte mais de uma vez.

Por via das dúvidas, fiz o meu pedido, respirei fundo e atravessei os cerca de 30 metros à minha frente prendendo o ar. Deu certo o que pedi? Está dando. Mas não me peça para contar o que pedi (rsrsrs…)

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Ponte do Suspiro em Barranco

Dali, seguimos até a Igreja Velha de Barranco, passando por um lindo parque e terminando o tour admirando o estonteante pôr do sol sob o Oceano Pacífico, visto do alto das falésias. É neste distrito de onde se tem a mais bela vista do entardecer na capital peruana.

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Pôr do sol sobre o Oceano Pacífico

Depois que o sol se pôs, eu optei por voltar a Miraflores caminhando pelo calçadão em um agradável trajeto de 30 minutos margeando o oceano, com vistas cada uma mais linda que a outra, cruzando os diferentes parques e praças pelo percurso até chegar no Larcomar.

O Larcomar é, atualmente, uma da das grandes atrações de Lima. Trata-se de um shopping “pendurado” sobre o oceano.

Situado em Miraflores, o lugar é um centro de compras e entretenimento que oferece uma das vistas panorâmicas mais bonitas da cidade. Vale conferir!

Larcomar: hopping “pendurado” sobre o oceano

À noite jantei nos arredores do Parque Kennedy, onde há muitas opções.

Já na quarta-feira, segundo dia em Lima, pela manhã fui conhecer por conta própria Huaca Pucllana, o Templo dos Adoradores do Mar, uma construção pré-inca, que emerge no meio de Miraflores, cujas ruínas, muito bem conservadas, convivem lado a lado com as modernas residências de Miraflores. O local é incrível!

Esta atração está a apenas 10 minutos de caminhada desde o Parque Kennedy. A entrada custa 12 soles (cerca de R$ 13) e dá direito a um tour guiado de uma hora. Aliás você só pode ingressar no local acompanhando dos guias, que explicam em inglês ou espanhol, tudo sobre o lugar.

O tour é repleto de história e é especialmente interessante pois aprofunda um pouco a relação com as culturas que existiam pelo Peru antes dos famosos Incas.

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Huaca Pucllana, o Templo dos Adoradores do Mar, uma construção pré-inca, que emerge no meio de Miraflores

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Reprodução de como era a vida à época de Huaca Pucllana

Já na parte da tarde, caminhei por Miraflores, visitando o Parque Kennedy (observe a quantidade de gatos que ali vivem. Eles foram adotados pelos moradores da região), o Parque del Amor, com vista para o Oceano Pacífico e bancos ladrilhados que lembram muito o Parque Guell em Barcelona.

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Parque Kennedy em Miraflores

 

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No Parque Kennedy vivem mais de 50 gatos que foram adotados pela população

 

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Parque del Amor

É do lado desse parque de onde saem os voos de parapente que sobrevoam a orla de Lima. O passeio, acompanhado de um instrutor, custa 240 soles e dura apenas 10 minutos. Ao final você recebe um CD com o seu voo gravado. Achei caro e, portanto, não o fiz.

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Os famosos voos de parapente na orla de Miraflores

Dali, voltei caminhando para dar mais uma olhadinha no Larcomar e retornar ao hostel já que à noite a programação seria conhecer o famoso Circuito Mágico del Agua, no Parque de La Reserva, inaugurado em julho de 2007.

Para chegar lá, uma vez em Miraflores, tome a Linha C do Metropolitano e desça na estação Estádio Nacional, o parque fica logo ao lado.

Trata-se do maior complexo de fontes de água do mundo, com 13 fontes temáticas e cada uma delas traz uma surpresa. São efeitos com luzes, formatos especiais e até um túnel de água que você consegue passar sem se molhar.

Por isso, deve-se chegar ao local quando o sol já se pôs, pois as luzes deixam as fontes ainda mais bonitas.

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Circuito Mágico del Agua, no Parque de la Reserva

Além disso, todas as noites, em dois horários (19h15 e 20h30), há um show de águas, na Fonte de La Fantasia, que dançam de acordo com o ritmo de músicas famosas e também com imagens projetadas, tornando o parque ainda mais especial. Vale muito a pena!

Veja a seguir o vídeo que fiz compilando os Instagram Stories gravados no dia da visita:

O mais bacana é que tanta beleza pode ser conferida pagando pouquíssimo: apenas 4 soles (ou R$ 4,50).

Na saída, jantei em um complexo de barracas de comida montadas em frente ao Estádio Nacional, com o melhor da cozinha peruana. Maravilhoso!

Depois voltei ao hostel pois no dia seguinte a viagem continuaria a caminho de Cusco.

Comunicação

Para facilitar o contato com familiares e amigos no Brasil, eu sempre gosto de viajar ao exterior conectado e para isso uso sempre o nosso parceiro EasySim4U, que tem chips com internet ilimitada nos Estados Unidos e em mais 140 países.

Nesta viagem ao Peru, por questão logística e do tempo disponível entre a decisão de viajar e a data do embarque, não foi possível contar com o apoio da EasySim4U. Não haveria tempo hábil de o chip chegar.

Assim, optei por comprar um chip local ao desembarcar em Lima. O fiz em uma loja Claro em Miraflores. Comprei um Sim Card com franquia de 3 giga de internet por 35 soles, quase R$ 40.

No entanto, apesar de mais barato do que um chip internacional pré-pago, isto me custou uma perda absurda de tempo, pois desperdicei a tarde inteira do meu primeiro dia em Lima com a burocracia para adquirir o chip, enquanto poderia estar conhecendo a cidade.

Portanto, em suas viagens internacionais, se você já puder sair do Brasil com um chip para chegar ao destino conectado, eu recomendo demais. Confira as opções da EasySim4U aqui.

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